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    November 25

    CONVITE aos amigos de Braga/Portugal

    No dia 26 de novembro de 2009 será realizado um concerto de solidariedade para angariação de fundos em prol da Caritas de Braga. Divulgo este evento pela importância de seu objetivo.
     
     
     
     
     

    Canto de pássaros brasileiros

    1-Canto do Uirapuru
         
     
    2- Canto do Bem-te-vi, Curicaca, Juruviara e Sabiá Laranjeira
        
     
    3- Canto do Pássaro Preto no Pantanal Matogrossense
       
     
    4- Canto do Trinca- Ferro
       
    November 24

    Voluntariado

    Vejam que belo texto! "Assino em baixo"!

    VOLUNTARIADO

    Visto a camisa do voluntariado, e faço do meu tempo livre espaço e abraço aos defavorecidos. Espelho-me em meu próximo. Faço de sua dor o meu ardor, de seu sofrer o meu dever, de seu desamparo o ponto em que paro, ouço e destrilho-me do comodismo para ir ao seu encontro. 

    Abro as janelas do espírito e espano a poeira da dessolidariedade. Arranco os olhos da TV, a indolência da ociosidade e recolho a língua de inconfidentes mesquinharias. Vou até lá, onde a carência é expectativa de mão amiga: a creche da periferia, o hospital de indigentes, o asilo de memórias esquecidas, as instituições do terceiro setor comprometidas com o pão de cada dia da verdadeira democracia: a cidadania. Não faço o trabalho do poder público, nem o isento da obrigação de resgatar, o quanto antes, a dívida social. Não me disponho a ser mão-de-obra gratuita de entidades que sonegam o direito ao trabalho como o recibo adulterado da boa vontade alheia. Ser voluntário é somar esforços, entrar pela porta da compaixão e repartir o que nenhum mercado oferece ou provê: carinho, apoio, talento, cumplicidade, de modo a dar a vez a quem foi emudecido pela opressão, e voz a quem foi excluído pela injustiça. O voluntariado resgata a minha auto-estima, redesenha a minha face humana, desdobra as fibras endurecidas de minha abissal preguiça, insere-me na dinâmica social, faz-me próximo dessas multidões premiadas injustamente pela loteria biológica por nascerem empobrecidos. Eu poderia ser um deles. Meu bem-estar, mais que privilégio, é (b) ônus. Sou voluntária porque sou solidária, presente no universo das aflições, na esfera alucinada dos dependentes químicos, na saudável reinvenção do esporte junto àqueles que estão próximos a ser derrotados pelo jogo do crime. Mobilizo coletas de alimentos para quem sabe que "a fome é ontem", e trabalho em favor da conquista de direitos, para quem padece desmandos estruturais e políticos. Apoio empresas cientes de sua responsabilidade social. Busco torná-las elos da vasta corrente ética que já faz da obsessão do lucro sua única razão de ser, pois centram o ser humano em seus empreendimentos ecológicos, liberam funcionários para atividades voluntárias, sem reduzir-lhes salários ou cobrar-lhes reposição de horas. São empresas prestadoras do único serviço que não tem preço: o gesto samaritano. Não faço "caridade", nem dou esmolas. Longe de mim o assistencialismo que aplaca os descasos políticos como quem aplica pomadas. Voluntária, sou multidão. Solidária, sou mutirão. Somando com todos aqueles que têm fome e sede de justiça. Inebriada pela utopia bíblica do paraíso, recuso-me acatar qualquer uma das fraturas que negam à família humana o direito à fraternura. Dou as mãos a quem acredita que a felicidade é o artigo único da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    Texto retirado de http://aeiou.visao.pt/voluntariado=f537578

    Em tempo:

    Portal do voluntário: http://portaldovoluntario.org.br/

    Ajuda Brasil: http://www.ajudabrasil.com.br/6.379.html

     

    November 20

    Earth Song - o video proibido

    Este video me foi indicado por e mail. Trata-se do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido. Engana-se quem pensar que é Billie Jean, Beat it ou Thriller... Seu nome: Earth Song, de 1996. A letra é uma denúncia contra o desmatamento, pesca predatória, matança de animais, poluição. Earth Song nunca foi lançada como single nos EUA, historicamente o maior poluidor do Planeta; por isso, a maioria de nós nunca teve acesso a ele. Particularmente, fiquei impressionada com o trabalho de Mickael: a música é belíssima, as cenas impactam pelas imagens chocantes e reais paralelas à beleza do ambiente natural, a letra cumpre magnificamente o objetivo da conscientização ecológica. Recomendo a todos os meus amigos! Vale a pena esperar o Youtube carregar e assistir sem pausas ! 
    Bem concebido, bem realizado, bem interpretado.
    Bem intencionado.
    Obrigatório ver ! Mesmo para quem não é fã de M. Jackson...
         
    November 04

    Como nasce um paradigma

    Faço minha reflexão de hoje baseada neste interessante texto que me foi enviado por e mail:

    COMO NASCE UM PARADIGMA

    Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma jaula em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

    Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

    Então, os cientistas substituiram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi procurar subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais procurava subir a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

    Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."  (autor desconhecido)

    É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito" (Albert Einstein)

    Nossa vida é aprendizado contínuo. Desde tenra idade extraimos do exterior a nós elementos que irão compor nossa visão de mundo. As primeiras lições - parentais - adquirímo-las no seio da família e, aos poucos, somamos àquelas as da escola, dos amigos, dos colegas de trabalho, enfim, incorporamos pedaços de realidade que passam pelo crivo subjetivo de nossas avaliações e nos ajudam a compor nossos paradigmas.

    O que é um paradigma? Segundo a Wikipedia, "Paradigma (do grego Parádeigma), literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas".

    O termo Paradigma é mais conhecido em Física. Na escola aprendemos que o paradigma newtoniano foi quebrado por Einstein. E surge a Física Quântica! Com horizontes bem maiores, mais largos, mais respostas e outras dúvidas!...

    É isso mesmo! A Ciência caminha através das dúvidas, dos questionamentos, do teste das leis, da introdução de novas variáveis. Uma teoria se valida pelas refutações a que se submete e, quando há uma hipótese que a contrarie, vai-se por água abaixo um edifício sólido... É o momento de se repensar, de estudar sob outro ângulo, de construir um novo corpo teórico!

    Da Física transponho meu pensamento: porque não aplicarmos em nossa vida diária o questionamento sadio de nossos paradigmas? Porque nos apegamos todos ao estreitamento das posições rígidas? Porque repetimos mecanicamente tantos comportamentos sem que nem ao menos procuremos entender suas validade, origem, seus  objetivos?

    Um paradigma é necessário na solidez de nossos alicerces. Todavia, é preciso - tal qual um técnico - saber detectar quando há rachaduras, problemas na estrutura destes e, se o caso, acelerarmos a demolição de certas construções aparentemente sólidas, agirmos no sentido de uma desconstrução de alguns de nossos modelos.

    Apegâmo-nos ao conforto do "isso já foi dito", chamâmo-lo de experiência. Nosso dolente comodismo nos impele ao não questionamento do porquê de tantas de nossas atitudes habituais... Às vezes nos ancoramos fechados a defender o que chamamos de tradição: "isto é assim desde  tempos imemoriais... meus avós já faziam assim...todo mundo faz assim... porque devo questionar?" Ou:  "quem sou eu para questioná-los?" Digo agora: Podem estar errados! Porque não?  O mundo medieval tinha certeza que o Sol girava em torno da Terra, pois este pensamento era conforme ao paradigma dominante ditado pela religião...

    Vou mais além: a cada vez que defendemos ferrenhamente nossas posições sem que as tenhamos submetido ao confronto com o novo, com o racional que detecta irracionalidades e incongruências, sem que ouçamos imparciais as verdades do outro que nos parecem falsas, contribuimos para o perpetuar da intolerância, do preconceito, dos erros e injustiças, de mentiras muitas vezes. A cada vez que repetimos padrões de conduta sem que saibamos seus porquês, sem que entendamos as suas origens engrossamos as fileiras de um pensamento conservador, acéfalo e continuista...

    É preciso revolver de tempos em tempos as águas de nossas certezas pois que se tornam paradas, limosas, traiçoeiras... Tais águas se tornam insalobras caso não as oxigenemos com novas ideias, caso criemos barragens psicológicas que impeçam seu fluxo livre... Afinal, neste grande rio que é o saber, nossas convicções correm lentas ao destino do Grande Oceano! É urgente que saibamos apreciar cada obstáculo que nos impele a ser água turbulenta!

    Há momentos na trajetória de um rio em que suas águas são revoltas, a navegação é difícil - se não impossível; contudo, são nestas passagens por obstáculos que ele, com enfurecido ímpeto, escoa mais depressa para objetivos outros. E move pedras, e arranca arbustos e hiperoxigena suas águas. Já não será o mesmo depois da corredeira, planícies há a fertilizar...

    Aprendamos com os paradigmas da Ciência - que sempre estão a ser testados, com as lições dos rios; aprendamos a refutar nossos próprios argumentos, a nos tornar mais refratários às verdades dos outros, a questionar mais nossas certezas... Não posso assegurar que chegaremos perto de uma verdade absoluta, pois que esta não existe; todavia, distanciarêmo-nos, com certeza, da intransigência e, contribuiremos para a formação de paradigmas ampliados de compreensão do que nos cerca e, acima de tudo, de nós mesmos... Pensemos nisso.

    Imagem retirada de : http://www.google.com/imgres?imgurl=http://www.sdr.com.br/professores/franciane_ulaf/dica146_paradigma.jpg&imgrefurl=http://www.sdr.com.br/professores/franciane_ulaf/paradigmas.htm&h=187&w=350&sz=17&tbnid=9CicwzB0UkgL1M:&tbnh=64&tbnw=120&prev=/images%3Fq%3Dimagem%2Bde%2Bparadigma&usg=__RizfSJQoje32avuGANISGHDrQfM=&ei=lbrxSsq1B5XS8Ab7saCICQ&sa=X&oi=image_result&resnum=2&ct=image&ved=0CAkQ9QEwAQ

    October 29

    Doação de sangue - Um convite

    Doe mais que um clique

    Da teoria à prática há por vezes uma enorme distância... Todos nós já tivemos contato, de uma forma ou de outra, com campanhas de solidariedade, de conscientização. Há aqueles que reconhecem o mérito da proposta, mas se limitam à uma concordância teórica, dolente assentimento de braços cruzados, aquiescência sentada em sofás... Mas há alguns que saem a campo, ativistas conscientes da importância de um gesto, de um ideal, de uma necessidade que se impõe: são estes que dão o exemplo, que realmente alavancam mudanças, que possibilitam soluções! 

    Esta postagem de hoje tem o intuito de colaborar na divulgação da campanha "Doe mais que um clique, doe sangue". Seus idealizadores: Marcelo Vitorino (http://www.inblogs.com.br/ ) e Edney Souza (http://www.interney.net/blogs/) . É com grande orgulho que convido meus amigos para participarem desta nobre iniciativa, seja sob a forma de divulgação em seus respectivos blogues, seja  pelo efetivo ato da doação de sangue. 
     
     

    Saiba se você pode doar sangue. Descubra o que você precisa para tornar-se um doador! (Fonte: Banco de sangue paulista)

    Não deixe de fazer parte da campanha; mesmo que não possa doar atue como Embaixador, promovendo novas adesões..

    Você deve ter mais de 18 e menos de 60 anos;
    Seu peso deve ser superior a 50 kg;
    Se homem, deve ter doado há mais de 60 dias;
    Se mulher, deve ter doado há mais de 90 dias; não estar grávida; não estar amamentando; já terem passado pelo menos 3 meses de parto ou aborto;
    Se você não teve Hepatite após os 10 anos de idade;
    Se você não teve contato com o inseto "barbeiro", transmissor da Doença de Chagas;
    Se você não teve Malária ou esteve em região de Malária nos últimos 6 meses;
    Se você não sofre de Epilepsia; 
    Se você não tem ou teve Sífilis;
    Se você não é diabético;
    Se você não tem tatuagens recentes (menos de 1 ano);
    Se você não recebeu transfusão de sangue ou hemoderivados nos últimos 10 anos;
    Se você não ingerir bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a doação;
    Se você estiver alimentado e com intervalo mínimo de 2 horas do almoço;
    Se você dormiu pelo menos 6 horas nas 24 horas que antecedem a doação;
    Se você não se expõe ao risco de contrair o vírus da AIDS, tendo comportamentos como:
    * Não usar preservativos em relações sexuais
    * Ter tido mais de dois parceiros sexuais nos últimos 3 meses
    * Usar drogas injetáveis

    Antes da doação você vai passar por uma entrevista de triagem clínica, na qual podem ser detectadas algumas condições adicionais que possam impedir sua doação. Após cada doação serão realizados os seguintes exames em seu sangue:

    Tipagem sanguínea ABO e Rh;
    Pesquisa de anticorpos eritrocitários irregulares;
    Teste de Coombs Direto;
    Fenotipagem do Sistema Rh Hr(D,C,E.c,e), Fenotipagem de outros sistemas;
    Testes sorológicos para: Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV I/II;

    Todas as vezes que você doar sangue serão feitos todos esses testes, e você receberá o resultado em cada doação. 

    Esta é uma campanha de   http://www.doemaisqueumclique.com.br/  . Neste link poderá encontrar diversos tamanhos e formatos de banner, caso queira colocar em seu blog e participar da divulgação.

    Imagem de  http://www.plenamulher.com.br/dicas.asp?ID_DICAS=249

                                                                                                                                                  

     

       

    October 26

    Novo Blog/ O porquê/ A responsabilidade de cada um na construção do Direito

     

    Comunico aos meus amigos o endereço de meu outro espaço de reflexões: o Refúgio III (http://alphalen.blogspot.com). Este é um espaço um pouco diferente daqueles com os quais os meus amigos estão acostumados. Lá trato de temas ligados a uma reflexão crítica acerca  de - como eu mesma disse no cabeçalho - "assuntos espinhosos", isto é Política e Religião, entre outros. Este é um projeto que já estava sendo gestado a algum tempo...

    O que me fez tomar esta decisão foi o lamentável episódio de que está sendo vítima uma de minhas amigas do Space, Maria Lopes. Arbitrariamente, a equipe do Windows Live Spaces fechou o blog desta amiga. Quando ela lhes pediu informações sobre como resolver o problema de visualização de seu blog, informaram-lhe que seu blog, já a vários anos "no ar", nem sequer constava dos arquivos! Posteriormente, em total incompatibilidade de argumentos, em contradição ao que fôra dito, alegaram desrespeito ao contrato por violação de conduta!

    Pergunto-me como uma profissional de nome respeitado nas áreas da Homeopatia, Jornalismo, entre outras, uma pessoa que faz postagens de auto-ajuda, de mensagens de encorajamento e exaltação da amizade, que fala de anjos e de Deus pode estar tendo uma conduta ofensiva... Aconselhei-a, na minha estupefação, a enviar um email a um advogado especialista nesta emergente área dos Direitos na Internet e, paralelamente, dirigir-se à Delegacia Especializada de Crimes Cibernéticos de seu Estado. Se houve uma suposta quebra de contrato é justo que a parte que se sentiu lesada mostre onde e como tal fato se deu! Pelo menos é assim que tais casos são julgados em meu País , onde há uma Constituição que embasa o que estou defendendo!

    Não sei como será o desfecho desta estória; porém, de uma coisa tenho certeza: não podemos fingir que o caso não nos diz respeito, pois que estamos todos "no mesmo barco". E mais, o Direito evolui  às custas de casos concretos . Especificamente em relação à Internet há deficiência de compreensão, de estudos, de julgados e de legislação específica; há imbricamentos de Direito Internacional, dificuldades no consenso e construção de uma  legislação supra nacional. Mas é nosso dever, a cada violação de nossos direitos, levar o caso para apreciação jurídica para que o Estado nos dê uma solução para a nossa lide. São atos como estes que fazem com que os juízes - forçados que são a decidir - dêem uma solução para o caso e que a lei se ajuste à nova realidade.

    Penso estar de alguma forma contribuindo na conscientização de quem me lê e, bem sei, por já ter ultrapassado a marca das 33000 visitas, que há anônimos. A criação de outros blogs, como os meus Refúgio II (http://refugio-leninha.blogspot.com ) e III, além de sítios alternativos como NetLog e Portugal amigo é uma tentativa de não depender exclusivamente do WLSpaces. Para estes locais estou aos poucos transferindo o conteúdo de meu blog principal, pois também eu já tive momentos de dissabores com um fechamento temporário e arbitrário... Aos que me perguntam sobre se tenho tempo de sobra para administrar tantos blogs respondo-lhes com um sonoro NÃO! Pelo contrário. Porém, não quero perder o que já construí até agora, mesmo que só tenha importância para mim. Um sincero e fraternal abraço.

    Obs.: Há uma frase no blog do meu amigo Andrade ( http://zebineh1954.spaces.live.com/default.aspx) que gosto muito e creio que adaptar-se-á perfeitamente  ao motivo desta postagem. Êi-la: “Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros” (Che Guevara)

     

     

     

     

    October 20

    Falando sobre "A Justiça e os dramas humanos" (Uma reflexão)

    Faço  hoje uma  reflexão acerca de   uma postagem de meu especial amigo Professor Andrade ( http://zebineh1954.spaces.live.com/blog/cns!CE2BD75A7D59DC60!6301.entry?ccr=3442#comment). Trata-se de uma sentença (um despacho) acerca de uma mulher que foi presa por portar alguns gramas de maconha. Eis a postagem e, logo abaixo, minha reflexão:
     
    "Indaga-me, jovem amigo, se as sentenças de um juiz podem ter alma e paixão. O esquema legal da sentença não proíbe que tenha alma, que nela vibrem vida e emoção, conforme o caso. Na minha própria vida de juiz senti muitas vezes que era preciso dar sangue e alma às sentenças. Como devolver, por exemplo, a liberdade a uma mulher grávida, presa porque trazia consigo alguns gramas de maconha, sem penetrar na sua sensibilidade, na sua condição de pessoa humana? Foi o que tentei fazer ao libertar Edna, uma pobre mulher que estava presa a oito meses, prestes a dar à luz, com o despacho que a seguir transcrevo:
    A acusada é multiplicadamente marginalizada:
    Por ser mulher numa sociedade machista...
    Por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta.
    Por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo.
    Por não ter saúde.
    Por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si. Mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar numa homenagem à maternidade; porém que, na sua estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho no piso úmido de uma fétida cadeia.
    É uma dupla liberdade que concedo neste despacho: Liberdade para Edna e para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo com forças para lutar, sofrer e sobreviver.
    Quando tanta gente foge da maternidade...
    Quando pílulas anticoncepcionais, pagas por instituições estrangeiras, são distribuídas sem qualquer critério às mulheres brasileiras...
    Quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento são esterilizadas criminosamente em clínicas clandestinas...
    Quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da terra e não reduzir os comensais...
    Quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, edna engrandece hoje este Forum com a criança que traz dentro de si...
    Este juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua mãe, se permitisse sair Edna deste Forum novamente para a prisão.
    Saia livre. Saia abençoada por Deus...
    Saia com seu filho, traga seu filho à luz, num ambiente de luz...
    Porque cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, e algum dia cristão...
    Expeça-se incontinenti o Alvará de Soltura." 
     
    Que nobres valores estão arraigados neste juiz!  Ao ilustre magistrado, minha reverência!
    Já se disse que "o  juiz só aplica a lei injusta se quiser" ( Juarez Freitas, in: A substancial inconstitucionalidade da lei injusta, Vozes, 1989, p.89)... Cabe-lhe, no nosso Estado Democrático de Direito, ao obedecer às diretrizes fundamentais da ordem jurídica que defende e aclara, a opção de julgar com equidade e justiça.
     
    A cada vez que se profere uma sentença injusta, nefastas são as consequências - tanto para a ordem jurídica que jaz mal interpretada ( ou letra morta, fria e insensível à dinamicidade das normas - dura Lex sed Lex...), quanto para o postulante atingido. Com efeito, mais mal causa uma injusta sentença que um fechar de olhos para o que se denomina em Direito "crime de bagatela" !
     
    Penso na responsabilidade social de um juiz... Por exemplo, no quanto a opinião pública às vezes é facilmente manipulada em ocasiões de comoção, de crimes hediondos. Às vezes compactuamos todos com um "consenso fabricado" ( como diria Chomsky), e damos azo a um verdadeiro linchamento moral daquele que elegemos como vítima... Outras vezes, o postulante, por padecer de uma deficiente defesa, dá margem à uma acusação injusta. Entra aqui o nobre papel do juiz ao analisar ambas - defesa e acusação - , abalizá-las,  aclarar-lhes à luz do direito que irá proferir, sob a égide da imparcialidade...
     
    Este juiz, ao meu ver, é um autêntico defensor da Constituição que jurou cumprir, particularmente no que tange aos Direitos Fundamentais - adquiridos na História às custas de muito sangue, discriminações e preconceitos, mandos e desmandos e porque não? sentenças injustas...
    Usa - e é de sua prerrogativa - seu múnus público de por vezes taxar de incoerente a maioria que aponta a pena. Antevê na pena esperada a punição que afronta a dignidade, que incita - como degrau - à reincidência ou agravamento da conduta, à degradação dos valores que, se agora ainda os há, certamente corromperem-se-ão no ambiente insalobro de nossos presídios...
     
    Apenas um último esclarecimento à guisa de informação. Pelo que lí desta sentença, a motivação do nobre juiz pareceu-me estar embasada em um Princípio do Direito Penal chamado Princípio da Insignificância (Claus Roxin, 1964). Edna foi presa por portar alguns gramas de maconha. Apesar de ser uma substância legalmente proibida ( isto é, formalmente há aqui um tipo penal), tal fato não se reveste de importância material. O que faz o juiz neste caso? Aplica a máxima De minimus non curat pretor ( isto é, o Direito Penal não se ocupa de bagatelas) , pois que, na verdade, a tipicidade penal é afastada porque o bem jurídico defendido ( o bem comum ) não chegou a ser lesado!
     
    Como sempre, meu especial amigo, parabenizo-lhe pela excelência de suas postagens! Acerca desse juiz... quiçá tivéssemos mais juizes deste porte!   
    October 19

    A relação educador versus educando: uma aula do meu professor

    O texto que segue abaixo é da  autoria do  professor de Filosofia da Universidade Federal do Maranhão,  José Benedito de Andrade, meu especial amigo Andrade (Benito). Em resposta à minha postagem sobre o Dia dos Professores  no meu outro blog, Refúgio II ( http://refugio-leninha.blogspot.com/ ),deu-me ele -  com seu abalizado comentário -  uma verdadeira aula... Não poderia deixar de compartilhar este texto com meus amigos devido à  pertinência das colocações, à seriedade e profundidade de sua reflexão.  Obrigada, Mestre! Eis o texto:
     
    "Minha querida amiga.
    Agradeço-te pela referência à minha pessoa, ao profissional que sou nesta sua instigante postagem sobre o processo de aprendizagem, que bem reconhece é por demais complexo; comunicação educativa (educação e relações humanas, possibilidade, necessidade e limites da comunicação educativa); fins da educação e as pessoas que interagem de forma mais direta no processo ensino-aprendizagem. Aqui temos o roteiro para nortear um excelente debate sobre educação. Por enquanto limito-me a fazer um breve e despretensioso comentário sobre essa relação educador vrs educando.
     
    Se é verdade que até para ser respeitado pelos seus alunos o mestre tem que ser amado -entendo que é difícil ter-se respeito por quem não se ama. E aqui entra a questão da disciplina. Da disciplina imposta e da disciplina consentida - está mais que demonstrada a irrefutável verdade que esse amor nada tem a ver com essa melosidade afetiva tão em voga nos dias atuais. Caminha na contramão o professor que para ser "bonzinho" tudo aceita, tudo perdoa, tudo releva. Este ensina não para a liberdade, mas para a licenciosidade. Não queremos ser bons por sermos permissivos. Queremos ser bons por uma aceitação espontânea da nossa autoridade de educador, de professor. E que autoridade é esta e de onde ela emana? Ora, se admitimos a presença do educador, no processo educativo, automaticamente admitimos uma autoridade educativa. Tal autoridade supõe uma superioridade de conhecimentos de quem propõe. Bem entendido: a autoridade do professor não exclui a liberdade do educando e nem a liberdade do educando exclui a autoridade do professor. Para tanto devemos formar em um só conceito a conciliação auto-educação e hétero-educação. Pode parecer complicado, mas não é. Basta entender que é uma antítese com conotações mais diversas do ponto de vista filosófico, antropológico e metodológico.

    O professor que empurra com a barriga sem se importar com esta antítese não chega a lugar algum.
    Arrazoemos: a verdade absoluta, objetiva, sem a qual não haveria educação, exige obediência. Por sua vez, educação exige adesão livre à verdade, para que a obediência à verdade não seja puro mecanismo. O professor deve ser o portador dessa verdade. Verdade que são valores éticos absolutos. Este é um dever de quem ensina. O educando tem o direito de exigir que esses valores lhe sejam transmitidos. Convém observar que estes valores devem ser levados, jamais impostos ao educando, pois este, como pessoa humana, é sujeito de direitos impostergáveis, entre os quais emerge o da liberdade que lhe garante uma vida espiritual autônoma, uma inteligência crítica, uma aceitação livre da verdade. Uma vez mais vem a pelo aquela conciliação a que nos referimos linhas acima. Cumpre fugir aos extremos que os conceitos de autoridade e de liberdade podem trazer no seu bojo. Podemos ser bons professores, sem necessitarmos sermos "bonzinhos". Podemos ter bons alunos sem exigir que sejam "bonzinhos", meros expectadores, seres autômatos, sem inteligência crítica.

    O educador, e dentro desta linha tenho pautado a minha conduta profissional, está convencido de sua autoridade. Deve estar convencido disto. Professor que vai para uma sala de aula sem convicção da sua autoridade vai simplesmente ser joguete nas mãos dos alunos. Por ser pusilânime, se torna um fracassado. Essa autoridade não pode ser confundida com autoritarismo pedagógico. A autoridade do professor não é a sua vontade. Sua autoridade é a autoridade da verdade. Ele não é dono e senhor do educando nem o educando sua propriedade. Cumpre empregar métodos de ensino que não levem à escravização, à submissão mecânica, à anulação da personalidade do aluno. Estes métodos podem ser trabalhados com os próprios alunos, sem sacrificar ou por em risco a autoridade do professor. Deve haver cumplicidade, respeito mútuo, compreensão, conciliação. Nada disto compromete a autoridade do professor, muito ao contrário, fortalece-a, pois o aluno passa também a se sentir agente e não só paciente do processo educativo.
     
    Posso parecer teórico. Mas é assim que tenho pautado o exercício da minha profissão. E me sinto um profissional realizado. Espiritualmente realizado. A realização material vem por acréscimo. Sempre digo que o maior bem que tenho é o bem que procuro sempre fazer; é o reconhecimento; é o abraço e o sorriso alegre e agradecido quando me encontro com ex-alunos que hoje são advogados, médicos, engenheiros, professores, e tantos que venceram na vida. Agradecido porque nunca abri mão da minha autoridade, sem contudo ser tirano pedagógico. Nunca desejei ser amado e respeitado por ser bonzinho, mas pelos valores e ensinamentos transmitidos.
    Minha querida amiga. Muito mais poderia ser dito. Desculpe se me estendi demais. O debate está aberto.
    Um forte abraço!"

    18 Outubro, 2009

    O conceito de pobreza como violação dos Direitos Humanos

    No dia 19/09/2009 realizou-se na Faculdade de Economia da cidade do Porto ( Portugal) uma conferência de homenagem `a Leonor Vasconcelos Ferreira, que dedicou parte significativa de sua vida e carreira acadêmica às questões  relativas à pobreza.  Tal conferência reuniu vários especialistas sob o propósito de debaterem-se causas e soluções acerca da pobreza em Portugal ( sob o título "O que sabemos sobre a pobreza em Portugal").
     
    O brilhante  excerto de texto de abertura desta conferência, da autoria da Professora Manuela Silva é o que trago hoje para a reflexão de meus amigos. Apesar de originariamente dirigido aos portugueses, sua abrangência, sua cientificidade aplicam-se a quaisquer países.  Acostumâmo-nos a pensar na pobreza como item ligado à caridade, ao olhar  de políticos que intentam ter seus nomes reconhecidos, a cobrar mesmo destes uma postura de não só "dar  o peixe, mas ensinar a pescar"; porém, a pobreza, para além de um infortúnio pessoal ou familiar, de um povo, para além de gestos que saciam a fome diária, para além da autopromoção política é uma questão de violação dos Direitos Fundamentais do Homem! Pensemos nisso... Êi-lo: 
     
    O CONCEITO DE POBREZA COMO VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
     
    "O conceito de pobreza mais frequente nos estudos acadêmicos ou nos relatórios institucionais continua a ser o de pobreza monetária, que consiste em considerar como pobres os indivíduos ou agregados familiares cujo rendimento ou despesa é inferior a um certo limiar. Por outro lado, não basta dispor de certo rendimento monetário para deixar de ser pobre.
     
    O reconhecimento desta realidade tem levado a adotar um conceito de pobreza assente no grau efetivo de privação, em que a privação do rendimento é apenas um elemento de um indicador compósito que contemple os diferentes deficits de satisfação relativamente a um conjunto de necessidades essenciais correspondentes ao estilo de vida corrente.
     
    Deve-se a Peter Townsend, recentemente falecido, a ideia original do conceito de privação expresso nestes termos: são pobres os indivíduos, famílias e grupos de população que não dispõem de recursos suficientes para obterem os tipos de alimentação, participarem nas atividades e terem as condições de vida e conforto que são comuns, ou pelo menos largamente encorajadas e aprovadas, na sociedade a que pertencem ( Townsend, 1979).
     
    Por outro lado, não pode considerar-se indiferente o fato de as pessoas poderem - ou não - satisfazer as suas necessidades pelos seus próprios meios. Dispor de um subsídio de assistência social configura, só por si, uma situação de pobreza.
     
    Para dar conta de mais esta perplexidade, é particularmente relevante o contributo dado por Amartya Sen que recorre ao conceito de capacitação (entitlement) para definir a pobreza. Segundo este prestigiado economista indiano, prêmio Nobel da Economia, não são as características dos bens em si mesmos e a respectiva privação que definem a situação de pobreza, mas sim a ausência de capacidades próprias para levar uma vida segundo os padrões correntes na sociedade ( Sen, 1983).
     
    Este conceito tem o mérito de, além de acomodar melhor a complexidade do fenômeno da pobreza nas suas várias dimensões, veicular também a ideia de que a pobreza não se combate apenas com medidas compensatórias da escassez de rendimento monetário, ou seja, por meio do recurso à subsidiação, mas sim através do reforço da dotação de recursos ao dispor das pessoas e famílias em situação de pobreza, a fim de que alcancem capacidades para, por si próprias, assegurarem uma vida digna.
     
    Daí a ênfase posta no combate à pobreza através das políticas educacionais e de qualificação profissional, promoção da saúde, inserção no sistema produtivo e no mercado de trabalho, remuneração por serviços prestados à família e à comunidade etc...
     
    Todos estes conceitos que, até agora, têm servido de base aos estudos sobre a pobreza, partilham um mesmo ângulo de visão que é o de considerar a pobreza como um infortúnio de alguns dos membros da sociedade a que esta, por razões de solidariedade, deve prestar auxílio, através de políticas públicas generosas e eficientes e de organizações privadas de solidariedade social.
     
    Está, porém, em curso um novo conceito de pobreza que poderá alterar profundamente este paradigma. Com efeito, desde o início do milênio, tem vindo a impor-se a ideia de que a pobreza involuntária constitui uma violação de direitos humanos fundamentais e como tal deve ser colocada na agenda política, nomeadamente da responsabilidade dos governos nacionais e das instâncias  internacionais, a par de outras matérias como a segurança ou a paz.
     
    De algum modo, já foi esta a ideia que esteve subjacente ao Pacto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, assinado em 2001 pela generalidade dos Estados que integram a ONU. Podemos perguntar-nos:
     
    -Que valor acrescenta este enfoque ao conhecimento da pobreza e, sobretudo, às estratégias para sua erradicação?
     
    ...Em primeiro lugar, este conceito traz para primeiro plano o valor da dignidade de toda a pessoa humana, fundamento dos direitos humanos universalmente reconhecidos, e afirma que a pobreza involuntária ofende esta dignidade e põe em causa o valor da vida humana.
     
    ...Em segundo lugar, porque a existência de um amplo consenso universal em torno deste princípio abre caminho a que os governos e as organizações internacionais se comprometam com a definição de estratégias de eliminação da pobreza e encontrem os adequados suportes institucionais para fazer valer estes direitos e sancionar o respectivo incumprimento.
     
    Apesar de reunir um amplo consenso político, não tem sido fácil, porém, implementar esta ideia e encontrar os instrumentos adequados para transpor para a agenda política e a prática dos governos.
     
    Aproveito para lembrar que, em Portugal, por força de uma petição promovida pela Comissão Nacional Justiça e Paz, apresentada à Assembleia da República em outubro 2007, aquele Órgão de soberania veio a aprovar uma Resolução (número 31/2008) na qual se dispõe o seguinte:
     
    - declara-se solenemente que a pobreza conduz à violação dos direitos humanos;
    - recomenda-se ao Governo a definição de um limiar de pobreza em função do nivel do rendimento nacional e das condições de vida padrão na nossa sociedade;
    - determina-se a avaliação regular das políticas públicas de erradicação da pobreza;
    - afirma-se que o limiar de pobreza estabelecido sirva de referência obrigatória à definição e à avaliação das políticas públicas de erradicação da pobreza.
     
    Como se deduz do teor desta Resolução da Assembleia da República de julho 2008, há uma intencionalidade por parte deste Órgão de soberania de dar passos neste caminho inovador de introduzir na agenda  política de governação do País o conceito de pobreza como  violação de direitos humanos." 
     
    October 13

    Repúdio ao video de Maitê Proença

    Meus amigos, está a circular na Rede um video do Youtube onde a atriz Maitê Proença mostra uma desrespeitosa conduta em relação aos portugueses. Já recebi três e mails de meus amigos de Portugal e, dois deles, inclusive, fizeram uma postagem no blog informando o seu justo descontentamento.
    Sinto-me profundamente envergonhada com a conduta  que pude ver no video. Considero lamentável e desrespeitoso este episódio. Gostaria de externar aos meus amigos portugueses minha insatisfação e dizer-lhes que  relevem... infelizmente há todo tipo de pessoas em um país de características continentais como o meu; porém, creio que este é um dos casos isolados e que, por isso mesmo, não reflete a opinião da maioria. Deixo aqui meu repúdio a este tipo de comportamento e, bastante constrangida, meu pedido de desculpas à Pátria irmã que tanto considero. Deixo também meu sincero e fraternal abraço e a certeza de minha elevada estima e consideração ao nobre povo português a quem tanto devemos a formação de nossa cultura. Alpha Leninha
     
    Abaixo o video:
     
        
    October 09

    A história de Hachiko

    A História de Hachiko

    Hachiko
    Akita-Inu Preservation Society Inc.

    Uma das mais bonitas histórias, que chamou a atenção do Japão e do mundo todo, colaborando assim para a restauração e preservação da raça Akita, foi a comovente história de um cão Akita chamado Hachiko.

    Em novembro de 1923 nasceu um filhote de Akita na prefeitura de Akita, Japão. Aos dois meses de idade foi mandado ao professor Eizaburo Ueno em Tokyo, que ansiava por um cão Akita há anos. O professor batizou o cãozinho de Hachi e o chamava carinhosamente pelo diminutivo Hachiko.

    O professor residia num subúrbio de Tokyo perto da estação de Shibuya. Hachiko acompanhava seu dono todas as manhãs no percurso de casa à estação de trem, voltando no final da tarde para acompanhá-lo na volta para a casa.

    No dia 21 de maio de 1925, Hachiko, que tinha apenas um ano e meio, estava na estação como de costume esperando seu dono chegar no trem das 16 horas. Porém, naquele dia o professor não chegou, pois sofreu um derrame fatal na Universidade.

    Após a morte do professor, seus parentes e amigos passaram a cuidar de Hachiko que continuou a ir à estação de Shibuya todos os dias à mesma hora para esperar seu dono voltar do trabalho. Os anos passaram e Hachiko, já com dificuldades para andar em decorrência de artite, continuava a fazer sua peregrinação diária à estação. Sua vigília durou até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo lugar onde esperou pelo seu dono por tantos anos.

     A memória de Hachiko foi imortalizada em uma pequena estátua de bronze colocada na estação de Shibuya, local onde ele morreu. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko. Em 1948 o filho do escultor da estátua original foi contratado para criar uma réplica dessa estátua, que foi colocada no mesmo lugar da anterior. Hoje, todos que passam pela estação de Shibuya em Tokyo podem ver a imponente estátua de Hachiko, erguida em sua memória eternizando a paixão desse cão por seu dono e sua lealdade incomparável. Sua figura imponente, esculpida em bronze e colocada sobre um pedestal de granito, ergue-se como uma silenciosa prova do lugar ocupado pelos Akitas na história cultural e social do Japão.

      A história de Hachiko é mostrada este ano no filme A Dog'story e tem como ator principal Richard Gere. Veja abaixo o trailer do filme:

     

     Informações retiradas de  http://www.geocities.com/heartland/2433/arquivos/hachiko.html e http://www.armariodaca.com/

    Estátua de Hachiko na estação de Shibuya

    Sobre a dor: um efeito da resistência àquilo que é

     Hoje trago para a reflexão de meus amigos este interessante pensamento que encontrei  no blog de meu amigo Hélio (

    http://helioaraujosilva.spaces.live.com/blog/cns!2AFC10F62F91F39B!13020.entry). Resumidamente, o autor defende que a dor é um "efeito da resistência àquilo que é". Eis o texto, e logo abaixo, a minha reflexão:

     

    A voz do silêncio

     Dor: o efeito da resistência àquilo que “é”



    Walter Barbosa,

    SOCIEDADE TEOSÓFICA

                Aceitar as coisas “como elas são” é um dos argumentos fundamentais de Eckhart Tolle na obra “O poder do Agora” (Editora Sextante). Essa receita, que parece nos convidar ao imobilismo, é por sinal freqüentemente citada como uma das causas do estado de pobreza do povo indiano, não obstante lá se apresentar também um dos mais baixos índices de criminalidade. O teósofo C. Jinarajadasa aborda esse paradoxo em um de seus textos, ressaltando a profunda diferença entre o pensamento indiano e o ocidental, em face dos reveses da vida.

    Marcado pela cultura hinduísta, o indiano típico não procura racionalizar a causa de seu desconforto, segundo Jinarajadasa. Diante de um resfriado, por exemplo, provavelmente não dirá, como faria um europeu ou americano: “Peguei esse resfriado porque tomei chuva ontem”. Para ele tudo é fruto do carma, de uma sucessão de causas e efeitos cujo início pode até se encontrar muito longe daquele momento específico. Em face disso, ele apenas aceitará em seu “agora” o fato de estar resfriado, ou seja, aquilo que “é”.

           O relato de Jinaradasa nos leva a pensar que, não tendo o indivíduo atentado para a provável causa do resfriado, será levado a repetir o problema. Mas, o que ocorre quando pensamos “saber” a causa de um problema e o repetimos sempre, como é bastante comum?

    Primeiramente temos que ver o sentido daquilo que “é”, segundo Tolle, e isso corresponde ao fato que se encontra diante de nós. O que é um fato? Independentemente de julgamentos, é tudo o que nos rodeia, e também o que aparece como condição de nossos corpos neste momento: perturbação, doença ou fadiga. São ocorrências do mundo fenomênico, tratadas como a Grande Ilusão (Maya) na filosofia hindu, em virtude de sua impermanência.

    Podemos negar a impermanência de tudo o que vivemos agora, seja em matéria de saúde, bens materiais ou relações afetivas? Tudo isso dentro em  pouco, ou no máximo alguns anos, vai mudar, vai passar, mas atuamos em nosso mundo de inconsciência como se fosse durar para sempre. Aí, nossa ânsia de prolongar o prazer (ou evitar a dor) nos faz correr atrás de qualquer mágica que possa apagar de nossa frente aquilo que “é”: a impermanência.

    Apesar da impermanência de tudo, neste momento cada situação é um fato, incluindo nossos limites pessoais. E aí está um dos maiores problemas de convivência, ignorando nosso limite ou o limite alheio como um fato, dentro da natureza do agora: esperar dos outros mais do que podem nos dar, e até mais do que o nosso direito de pedir.

    Ao nos sugerir a aceitação daquilo que “é”, Tolle não nega a validade de se tentar mudar, buscando, por exemplo, o remédio para uma doença. Ele diz “Aceite” e depois, se for o caso, “Aja”. Qual é o efeito disso? Quando você aceita a situação, agradável ou desagradável, apenas como um fato – e não como algo a que se agarrar (ou rejeitar) de imediato – deixa de fazer o eterno jogo da polaridade prazer-dor, repetindo os problemas. Aí surge à sua frente um outro fato: a escolha mais sábia e menos dolorosa possível, por nascer de seus canais espirituais, intuitivos, e não de sua mente, que é prisioneira da reatividade e do tempo.waltersbarbosa@yahoo.com.br 


    Penso que a "aceitação daquilo que é" não prescinde necessariamente de uma racionalização. Realmente, trata-se de aceitar, reconhecer a causa e agir. Quantos de nós nos apegamos aos efeitos do "fato", potencializâmo-los e, por isso mesmo, sem que o analisemos sob a lúcida lâmpada da racionalidade, deixamos de perceber-lhe a impermanência, a circunstancialidade!

     

    Nosso hedonismo nos impele a fugir da dor, a menosprezar experiências ruins, a ver-lhes só o lado negativo... Nossa memória logo cedo nos leva a rotular as experiências como agradáveis ou desagradáveis, implicando isso nas futuras reações de fuga ou aproximação. Com quanta facilidade nos lembramos de episódios tristes do passado... alguns mesmo se entristecem no agora recordando-se do quanto "eram felizes e não sabiam"...

     

    Há, por certo, valor - até mesmo para a sobrevivência da espécie - nesse tipo de aprendizado; há porém uma inegável pobreza no conhecimento sobre o externo a nós. Tendemos a rotulagens toscas quando deixamos de perceber as gradações, as nuances que possuem os fatos.

     

    Nossa busca pelo sólido, pelas demonstrações "palpáveis" de sentimento, posse, higidez nos dá a sensação de conforto momentâneo para que adiemos o confronto com a verdade contida na palavra "impermanência"... Os ocidentais têm muita dificuldade na assimilação dos conceitos filosóficos, particularmente dos orientais.

     

    Paradoxalmente sabemos da impermanência de tudo que nos cerca (até da nossa própria) mas, seguimos todos à conta de imortais. Revezamos atitudes à nossa conveniência:  ora o conceito de Heráclito ("Tudo flui"), ora o de Parmênides ("O ser é") irá servir de sustentação de nossa circunstancial resiliência ocidental... Particularmente, nessa adaptação por vezes deturpada, o de Parmênides cairá bem nas posturas fatalistas, preconceituosas, resignadas, enquanto o de Heráclito irá nos fortificar nos revezes, em meio às dores e dificuldades meio à moda dos psicologismos típicos do American Way of Life...

     

    Nós ocidentais não suportamos a dor! Armâmo-nos logo com um arsenal de medicamentos que a façam anestesiar. Rejeitamos, negamos  o que nos incomoda e só muito depois, pelo incômodo, o coercimento de suas consequências é que iremos encarar o fato em si.

    É sabido que nossas respostas à dor são influenciadas por fatores culturais, psicossociais, biológicos... A analgesia pode ser alcançada tanto por um placebo, quanto pelo efeito de nossa resiliência. Porém, em alguns casos, não só resistimos "àquilo que é", como tentamos subverter sua natureza. Nós, ocidentais, tendemos nos revezes da vida a um determinismo que sempre desloca para o outro, para o externo a nós a causa de determinado problema que nos aflige. Nestas situações cegamos nossos olhos ao fato que se nos apresenta e emaranhâmo-nos todos ora numa potencialização destrutiva da dor, ora no conformismo dolente que a nada leva...

     

    Temos muito a aprender com os orientais, aqui destacado o pensamento indiano. Sim, e eles conosco. Desse conhecimento mútuo, desse intercâmbio poderíamos entender, entre outras coisas, que a impermanência do que nos é dado não precisa ser sentida dolorosa; ao contrário, se assim a sentimos é porque não houve uma verdadeira assimilação do teor desta palavra. Por outro lado, nosso lado pragmático incita a uma reação eficaz no entendimento mais imediato do porquê da dor. Desta união entre o conforto da transitoriedade e a solução eficaz do problema todos teríamos a ganhar. Pensemos nisso. Obrigada, Hélio, por me permitir fazer esta reflexão para mim mesma.

    September 25

    Uma gentileza de Euclides Cavaco

    Acabo de receber do grande poeta português Euclides Cavaco um agradecimento por ter postado em seu Livro de Visitas um sincero e merecido elogio. Ontem, um de meus amigos do Spaces brindou-nos - a mim e ao meu marido - com uma poesia belíssima, Balada de Outono, recitada pelo próprio poeta. Fiz questão de compartilhá-la com meus amigos e, particularmente, de contactar Euclides Cavaco. E qual não foi a minha surpresa com a imediata resposta que recebí...Para ti, Euclides, minha sensibilizada admiração, meu carinho e meu respeito.Ei-la:

    Agradeço penhoradamente o privilégio de ter registado esta tão significante e honrosa mensagem no meu LV , que enriqueceu de forma sublime este meu espaço poético. Volte sempre que deseje tomar um cálice de poesia, terei imenso prazer de brindar consigo nesta minha sala, à mais doce e maravilhosa língua do mundo. Aceite o preito da minha mais sincera gratidão. Euclides Cavaco

     AGRADECIMENTO ESPECIAL PARA SI...

    Venho sensibilizadamente agradecer a gentileza de ter registado esta tão significante e honrosa mensagem no meu Livro de Visitas.

    Bem haja por este gesto emocionalmente bonito que me tocou na alma...

    São para si estes modestos versos de agradecimento escritos pelo coração: 

    Guardo como relicários

    Suas palavras bonitas

    Que deixou nos comentários

    Do meu Livro de Visitas !...

     

    Minha página enaltece

    E me deixa muito honrado

    Sua mensagem merece

    O meu sincero obrigado

     

    É de excelsa importância

    Esta sua cortesia

    Pela afável relevância

    Dada a Ecos da Poesia !...

     

    obrigado SINCERO

     Já coloquei o seu endereço na minha lista de novos amigos 
    Desejos dum magnífico fim de semana.
    Euclides Cavaco

    Venha tomar comigo um cálice de poesia...
    Entre por aqui na minha sala de visitas:
    www.ecosdapoesia.com
    September 23

    O Stalking na Internet

    O Stalking na Internet
     
    "Já se deparou com um usuário na Rede que acessa sempre a sala de chat em que você está e lá faz questão de, insistentemente, enviar-lhe mensagens provocativas? E com uma pessoa que todo dia bisbilhota seu perfil no Orkut? Ou que lhe dá 'Boa Noite, durma com os anjos!' no Twitter? Isso lhe causa insegurança, além do incômodo? Lógico que sim! Mas, afinal, do que se trata?
     
    Diferentemente do CyberBulling, em que se tem uma ação ativa do agente, que provoca, ridiculariza, ofende e difama a vítima por meio de escritos, publicação de videos ou fotos, no Stalking (de que estamos a falar) a violência é sutil e, por isso mesmo, perceptível somente pela própria pessoa a que se dirige. Algo em comum? Ambas as práticas visam abalar o estado psicológico do outro.
     
    CyberStalking nada mais é do que a versão digital do Stalking (Caçada, em inglês), que se constitui forma de violência que atua na linha tênue que separa um elogio da aproximação ou manifestação com intenções difamatórias, provocando forte abalo no subconsciente da pessoa perseguida, retirando-lhe a paz interior. É a chamada 'marcação cerrada'.
     
    Imagine uma pessoa que apenas segue seus passos na rua, sem agredir ou ofender. Um simples 'olhar' dela pode causar mais danos do que qualquer palavra ou ato... Mas 'olhar' não é crime! E ainda dirá outrem, a quem você pedir ajuda: 'Ela está tentando apenas ser gentil!'. Ocorre que, nesses casos, somente aquele(a) que sofre a perseguição é capaz de mensurar o abalo que a atitude do stalker provoca em seu mundo íntimo.
     
    O Stalking tem se potencializado na Internet graças à falsa ideia de anonimato. É que, muitas vezes, a vítima desconhece a identidade de seu perseguidor e, portanto, a parte passiva em eventual ação judicial seria um 'nickname', sem qualquer dado pessoal, o que tornaria impossível o desenvolvimento válido e regular do processo.
     
    Ocorre que, conquanto a maioria dessas condutas não sejam tipificadas como crime, pode-se mencionar ligações noturnas, e-mails ou mensagens SMS, e também recados deixados na secretária eletrônica como modalidades passíveis de se configurarem ilícitos, quando subliminares ou contendo palavras ou expressões que somente são compreendidas pela pessoa a que se dirigem (p. ex., termos comuns a um casal de ex-namorados), o que, no entanto, pode dificultar a atuação da Polícia. Quais seriam as motivações? Ciúme patológico, amor, desamor, ódio, vingança, inveja, ou até mesmo brincadeira de mau gosto.
     
    Nos Estados Unidos, um projeto de lei em trâmite no Comitê Judiciário da Assembleia de New Jersey, amparando-se na clássica 'ordem de distância permanente da vítima', prevê como punição aos stalkers que forem condenados 'ordem de distância virtual', ou seja, não mais poderão eles enviar e-mails ao(a) autor(a) da ação. Uma outra proposta sugere a criação de um 'cadastro' de stalkers.
     
    No Brasil, onde já se tem notícia de processos movidos contra stalkers, vige a Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei número 3.688, de 03. 10. 41), que, em seu art. 65  prevê o delito de perturbação da tranquilidade, por acinte ou motivo reprovável, sujeito à pena de 15 dias a dois meses de detenção, sem prejuízo da indenização por danos morais. Mas é lógico que antes de se adotar qualquer medida punitiva, há que se analisar cuidadosamente cada caso, pois, muitas vezes, as denúncias de perturbação virtual não passam de infundado temor.
     
    Como se percebe, a violência psicológica pela Internet alcança muitas pessoas que, certamente, desconhecem a proteção conferida pela Lei. De qualquer modo, fique atento, converse com seus filhos e, verificando-se a ocorrência, registre os arquivos digitais e procure um especialista para apuração da autoria.
     
    Artigo  de José Antônio Milagre (advogado especialista em Direito Digital), retirado da Revista Jurídica Consulex, Ano XIII, Número 302, pag. 49, 15/ago/2009. Para saber mais sobre o Stalking, leia o artigo do professor e jurista Damásio de Jesus em  http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10846   
    September 17

    Aos meus amigos de Portugal

    É com muito prazer e orgulho que apresento aos meus amigos esta bela canção! Trata-se de uma valsa chamada Ave Maria do Coração que é apresentada pelo Grupo Musical Almonda de Torres Novas, Portugal. Esta música encheu de ternura meu amanhecer ... sentí-me como uma criança ao ouví-la...
     
    Estou a cada dia redescobrindo e me encantando com Portugal ! Com seus fados, seus grandes nomes na literatura, sua culinária, suas seculares cidades... Tenho a impressão de que estou a fazer o caminho inverso de a 509 anos atrás: se àquela época encantaram-se os portugueses com o nosso Brasil, encanto-me agora com a Pátria irmã!
     
    Agradeço a todos os meus amigos de Portugal , que tão carinhosamente têm me enviado PPS's de divulgação dos grandes nomes da música portuguesa, de suas cidades, hábitos e costumes, sua tradição folclórica, suas festas, monumentos e construções históricas e também, porque não? seus descontentamentos, suas apreensões políticas. E hoje homenageio a todos vós com este video duplamente significativo para mim: nesta linda canção o vocalista em destaque é o meu amigo Manuel Marques Ferreira! Parabéns, Manuel! Parabéns, Grupo Musical Almonda! Um sincero e fraternal abraço a todos os meus amigos de Portugal. 
     
           
     
    Portugal

    Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
    E torno mais real o rosto que te dou.
    Mostro aos olhos que não te desfigura
    Quem te desfigurou.
    Criatura da tua criatura,
    Serás sempre o que sou.

    E eu sou a liberdade dum perfil
    Desenhado no mar.
    Ondulo e permaneço.
    Cavo, remo, imagino,
    E descubro na bruma o meu destino
    Que de antemão conheço:

    Teimoso aventureiro da ilusão,
    Surdo às razões do tempo e da fortuna,
    Achar sem nunca achar o que procuro,
    Exilado
    Na gávea do futuro,
    Mais alta ainda do que no passado.

    Miguel Torga, in 'Diário X'


    September 11

    A Lágrima Russa

    Em 11 de setembro de 2006, às 14:30 horas, foi inaugurado  na Península de Bayonne Harbour, Nova Jersey, EUA, um monumento em memória das vítimas do ataque terrorista ao World Trade Center (11/09/2001): a Lágrima.  Muito pouco divulgado, trata-se de um presente do povo russo aos norte-americanos simbolizando a solidariedade na luta contra o terrorismo mundial.
     
    Criado pelo escultor russo Zurab Tsereteli, o monumento de 30 metros de altura e 175 toneladas , foi enviado da Rússia (Vladimir Putin, Presidente) para os EUA em 6 seções - pesando entre 28 e 63 toneladas cada - e montado por um grupo de artistas russos.  "A Luta contra o Terrorismo Mundial" foi concebido  quando o artista caminhava pelas ruas de Moscou. Profundamente sensibilizado pela dor, o memorial  surgiu-lhe à mente com a forma de uma lágrima e, por isso, logo após os ataques, Tsereteli visitou o "marco zero" à procura de um local apropriado no litoral de Nova Jersey para prestar um tributo às vítimas. 
     
    Sua "lágrima" de aço inox e medindo 12 metros representa a tristeza e a dor com a perda das vidas; entretanto, simbolicamente é também uma mensagem de esperança em um futuro livre do terror. O memorial é feito em aço envolvido em bronze e os nomes das pessoas mortas no ataque estão inscritos em sua base, à semelhança do Memorial do Vietnam. A calçada é feita de pedras e sua localização é  - propositadamente - defronte à Estátua da Liberdade. 
     
    Esta postagem é uma tentativa, um apelo para que nunca nos esqueçamos de que o ataque às Torres Gêmeas foi um ataque a todos nós. Não é um acontecimento que diz respeito aos EUA apenas e sim, à Humanidade. 
     
    Abaixo deixo o video deste belíssimo monumento:
     
        
     
     
     
     
    September 10

    A etiqueta na Internet - Netiqueta

    "Netiqueta é uma etiqueta que se recomenda observar na Internet. A palavra pode ser considerada como gíria, decorrente da fusão de duas palavras: o termo inglês net (que significa rede e o termo etiqueta (conjunto de normas de condutas sociais).

    Trata-se de um conjunto de recomendações para evitar mal-entendidos em comunicações via Internet, especialmente em e mails, chats, listas de discussão, etc.Serve, também, para regrar condutas em situações específicas (por exemplo, ao colocar-se a resenha de um livro na Internet, informar que naquele texto existem spoilers; citar o nome do site, do autor de um texto transcrito, etc.

    Atente para o fato de que estas regras de etiqueta aplicadas à Internet não são oficiais, nem estão documentadas em nenhum lugar. A compilação de normas abaixo está sendo escrita e expandida de forma colaborativa e voluntária, pelos próprios utilizadores da Internet. Deste conjunto de normas de conduta on line, podemos destacar algumas:

    - Evitar enviar mensagens EXCLUSIVAMENTE EM MAIÚSCULAS ou grifos exagerados ou em HTML. Se bem empregadas, as maiúsculas podem ajudar a destacar, mas em excesso, a prática é compreendida como se você estivesse gritando, podendo causar irritação ou fazer com que o interlocutor se sinta ofendido. HTML aumenta substancialmente o tamanho das mensagens, o que impacta desnecessariamente o uso da largura de banda nos servidores.

    - De maneira geral, procure não usar recursos de edição de texto, como cores, tamanho da fonte, tags especiais, etc. em excesso. Use-os como explicado no item acima, para destacar palavras e expressões importantes, nunca para dar destaque injustificado à mensagem como um todo (mesmo que sua mensagem possua apenas três palavras).

    - Respeite para ser respeitado e trate os outros como você gostaria de ser tratado.

    - Lembre-se que dialogar com alguém através do computador não faz com que você seja imune às regras comuns da nossa sociedade, por exemplo, o respeito para com o próximo. Mesmo que por intermédio de uma máquina, você está conversando com uma pessoa, assim como você. Não diga a essa pessoa o que você não gostaria de ouvir.

    - Use sempre a força das ideias e dos argumentos. Nunca responda com palavrões, mesmo que usem de grosseria contra você. Afinal, pessoas inteligentes privilegiam os argumentos contra a falta deles.

    - Apesar de compartilhar apenas virtualmente um ambiente, ninguém é obrigado  a suportar ofensas e má educação. Caso alguém insista nessas práticas, ignore-o.

    - Evite enviar mensagens curtas em várias linhas. Além de ser maléfico à Rede como um todo, causa bastante irritação. Escreva uma frase completa e envie!

    - Evite escrever em outra lingua quando não solicitado (no caso, quando o assunto é tratado em português, a pessoa escreve em inglês só para se mostrar). Isso é errado, porque algumas pessoas não sabem nada de inglês e, isso pode dificultar o acesso delas no assunto do forum.

    - Em foruns e listas de discussão procure expressar-se claramente. Explique o problema com o máximo de informação que puder. Tente manter-se no contexto da discussão. Os foruns são separados por tópicos, procure postar no tópico que mais convier à sua pergunta. Evite sempre mensagens do estilo "Me ajudem por favor!", "Ajuda aqui!", "Vou jogar essa coisa fora" ou frases similares.

    - Em foruns e listas de discussão deixe o papel de moderador para o próprio moderador. Evite repreender as pessoas por conduta indevida se você não é o moderador do forum; isso só irá gerar mais discussões e desentendimentos desnecessários (também conhecidos como flame ou flaming).

    - Caso escreva um texto muito longo, deixe uma linha em branco em algumas partes do texto, deixando parágrafos. Dessa maneira, o texto ficará mais organizado e fácil de ler.

    - Dependendo do destinatário de seu texto, evitar o uso de acrônimos e internetês ou, pelo menos, reduzir a utilização deles. Preste atenção no que você escreve; é possível que em alguns dias nem você mesmo saiba o que havia escrito.

    - Ninguém é obrigado a usar a norma culta, mas use um mínimo de pontuação. Ler um texto sem pontuação, principalmente quando ele é grande, gera desconforto e, além disso, as chances de ser mal interpretado são muitas.

    - Quando você estiver a perguntar, provavelmente é porque precisa de ajuda em algo; então aja como tal. Evite ser arrogante ou inconveniente.

    - Não copie textos de sites ou qualquer outra fonte que possua conteúdo protegido por registro e que não permita cópias e sempre, mesmo com autorização de cópia, cite as fontes quando utilizá-las.

    - Enquanto estiver numa conversa em programas de mensagens instantâneas, nunca corte (interrompa) o assunto tratado pela pessoa; isso é extremamente desagradável. Se a pessoa enviar uma mensagem e você enviar outra completamente diferente, ela ficará sem saber se você leu ou ignorou a mensagem que ela enviou. Pelo menos escreva algo para confirmar que leu a mensagem.

    - Ainda sobre conversas em programas de mensagem instantânea, evite ao máximo usar emoticons de letras, palavras e coisas do gênero; isso torna a leitura das mensagens muito difícil e confusa devido ao tempo que precisamos esperar para que esses emoticons sejam carregados e à irregularidade nos tamanhos e cores. Emoticons expressam emoções e não palavras; procure usá-los fora das mensagens escritas.

    - Há messengers que possuem a funcionalidade de se auto-determinar um status ou estado como away, ou ausente. Procure usar esta ferramenta enquanto você estiver on line, mas fora do computador, para evitar que seus contatos conversem com você e tenham que aguardar horas pela sua resposta.

    - Não envie uma mensagem supondo que a outra pessoa a entenda da forma como você a escreveu; pode ser que ela entenda de forma diferente. Uma mensagem escrita nunca ficará tão clara quanto um conjunto de palavras faladas. Procure ser o mais claro possível para não gerar nenhuma confusão.

    - Ao encaminhar um e mail que recebeu, por exemplo, os típicos e mails humorísticos que percorrem grupos sociais diversos, através de divulgação por listas de contatos gigantes, remova os e mails presentes das outras pessoas. Procure escrever os seus destinatários no campo BCC ou CCO em vez do campo PARA. Este campo esconde os endereços dos destinatários. Todos irão receber, mas ninguém além de você saberá quem mais recebeu a sua mensagem. Ao não fazer o recomendado acima você está contribuindo para o spam com e mails dos seus próprios conhecidos. Os endereços de e mail acumulados serão 'pescados' quer por parte dos destinatários, quer por empresas específicas existentes na Net cuja função é acumular contatos de e mail para envio de propaganda ou phishing.

    - Antes de fazer uma pergunta pense na possibilidade de que sua dúvida já tenha sido solucionada por alguém, procure em foruns e até mesmo em sites de busca como o Google; caso não encontre, poste suas mensagens que sempre haverá algum usuário na Internet para ajudar. Mas não espere que a resposta seja imediata; as pessoas estão dispostas a ajudar, mas elas têm responsabilidades e tarefas a cumprir no dia-a-dia, ficando o acesso aos foruns e comunidades em segundo plano. Seja paciente.

    - Post-ups (ato de postar em um determinado tópico com o intuito de fazê-lo ser levado ao topo da lista de tópicos) geralmente são feitos para destacar injustificadamente tópicos em foruns e comunidades virtuais. Procure evitar essa prática; é extremamente injusto fazer post-ups, pois faz com que os demais tópicos sejam levados cada vez mais para baixo na lista de tópicos, diminuindo a probabilidade de resposta a eles. Não seja egoísta. Aguarde a resposta às suas perguntas como todos os utilizadores de sua comunidade virtual ou forum: sendo paciente.

    - Se você estiver do outro lado, ou seja, respondendo as dúvidas dos utilizadores, seja humilde e só responda às dúvidas se realmente estiver a fim de ajudar. Respostas como 'www.google.com.br', 'procura na Net' ou 'larga de ser preguiçoso' não ajudam em nada. Procure responder acrescentando algo útil, que possa enriquecer o conhecimento coletivo."

    Texto extraído da  Wikipédia e do blog amigo http://abcinformatica.spaces.live.com/blog/cns!2331E6C7C7C6C03E!2355.entry?sa=360759339 

     

    Deixo o link de uma postagem minha datada de 01/setembro/2008 onde, além de uma reflexão, inserí um belo "Código de Honra das ciberrelações":  http://alfaleninha.spaces.live.com/Blog/cns!FADCB9EC6D44919B!1482.entry

      

           

     

    September 09

    Seja Fonte

                                                                                                         SEJA FONTE...

    Fonte de água pura e cristalina.
    Seja água abundante para quem tem sede de amor,
    de carinho, de força, de apoio, de diretriz.
    Se você não tem nenhum motivo para ser feliz,
    seja feliz por ser fonte.
    Por ser procurado por aqueles que 
    precisam de você.

    Seja Porto...

    Porto de chegada de almas cansadas,
    seja porto para aqueles que andam perdidos
    pelo mundo,
    e que precisam de um lugar tranquilo para descansar
    o fardo que carregam.
    Para ser porto de chegada, abrace, afague,
    receba, dê boas vindas.
    Seja porto de saída, saída para quem precisar partir,
    despedindo-se das ilusões, das dores,
    dos fracassos e decepções,
    partindo para uma vida melhor; para isso,
    ajude, apóie,
    converse, estenda as mãos, ouça, oriente.
    Seja também um porto seguro,
    para quem te ama e te precisa,
    porto seguro para os amigos, para a família,
    para quem precisar.
    Para ser porto seguro,
    esqueça o ego e pense no próximo,
    esqueça suas dores e amenize as dores do próximo.
    Esqueça sua fraqueza e se torne forte para os outros.
    Se você não tem motivos para ser feliz,
    seja feliz por ser porto,
    para receber aqueles que procuram por ti.

    Seja Ponte...

    Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu..
    Para ser ponte, compreenda,
    perdoe e deixe as pessoas passarem por você.
    Para ser ponte, 
    esteja no fim da estrada daqueles que não encontram
    o caminho de volta.
    Seja a passagem, e não o atalho,
    seja o caminho livre e não o pedágio.
    Se você não tem outro motivo para ser feliz,
    seja feliz por ser ponte.
    Ponte significa união, ligação, laços de afeição.


    Seja Estrada...

    Estrada longa, gostosa de passear,
    estrada iluminada de dia pelo Sol e de noite pelo luar.
    Seja estrada que guia,
    estrada que conduz a outros caminhos.
    Se você não tem outro motivo para ser feliz,
    seja feliz por ser estrada,
    estrada dos peregrinos da vida,
    estes plantarão flores aos seus pés.
    Seja estrada para os caminhantes do tempo,
    estes regarão as suas flores.
    Seja estrada para os andarilhos do mundo,
    estes poderão colhê-las, e sentir o seu perfume.

    Seja Estrela...

    Seja a estrela que mais brilha no firmamento.
    Seja a estrela inspiradora dos poetas,
    dos românticos e apaixonados.
    Para ser estrela, ilumine os que te cercam,
    distribua luz gratuitamente.
    Seja estrela guia, estrela da sorte.
    Se você não tem outro motivo para ser feliz,
    seja feliz por ser estrela,
    porque as estrelas estão sempre no alto,
    são soberanas porque guiam os navegantes.

    Seja Chuva...

    Chuva que molha os corações secos, vazios de amor,
    de esperança, de paz.
    Seja chuva que inunda os campos áridos,
    que molha os jardins,
    que dá vida a toda vegetação,
    e faz transbordar os rios.
    Se você não tem outro motivo para ser feliz,
    seja feliz por ser chuva;
    a chuva é sempre esperada,
    porque dela depende a continuidade de toda
    a humanidade.

    Seja Árvore...

    Árvore que dá frutos para quem tem fome,
    que dá sombra e refresca
    o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida.
    Seja árvore que aninha, que acolhe os passarinhos,
    que enfeitam os quintais.
    Se você não tem outro motivo para ser feliz,
    seja feliz por ser árvore.
    Porque ser árvore é ter raízes sólidas e profundas.
    É ter braços que se alongam, que se estendem...
    É produzir flores para enfeitar a alma de alguém,
    é ser forte e enfrentar temporais.
    É ter suas folhas embaladas pelo vento,
    é ser molhada pela chuva,
    e acalentada pelo Sol, é fazer parte da Criação,
    como um ser único.

    Ser Fonte,
    ser Porto,ser Ponte ou Estrada,
    ser Estrela,
    ser Chuva ou ser Árvore...
    é servir a Deus.

    GLÁCIA DAIBERT

    (Mineira de Uberlândia, passou a maior parte de sua vida em sua cidade natal.
    Neta paterna de imigrantes alemães.  Estudou, até ingressar na universidade, no Colégio Nossa Senhora.
    Graduada em Direito, especializou-se na área de Recursos Humanos onde atua como Instrutora.
    Sente-se realizada, pois gosta de estar com as pessoas.
    Espiritualista desde a infância, presta serviços voluntários a entidades não governamentais.
    Adora escrever.
    Uma pessoa comunicativa, extrovertida,  amiga sincera.
    Ama sua família, da qual tem muito orgulho.)

    Informações do site http://br.geocities.com/euosou_euosou/poetisa_glacia